"A missão é um sucesso," diz Franco Bonacina, porta-voz da Agência Espacial Européia (ESA)
O sistema europeu de navegação por satélites Galileo deu um passo à frente no domingo, com o lançamento do segundo satélite experimental. O segundo satélite europeu denominado Elemento de Validação em Órbita do Galileo (Giove-B), da série de veículos do Galileo, foi lançado com sucesso no domingo, do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, separando-se em seguida do foguete Soyuz-FG e entrando em órbita por volta de 02:00 GMT.
O Giove-B carrega um relógio atômico com estabilidade de 1 nanosegundo por dia, fazendo dele o mais preciso relógio atômico já enviado ao espaço, de acordo com a Agência Espacial Européia. O lançamento, do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, ocorreu às 4:16am hora local de domingo (10:16pm GMT de sábado).

A marcação precisa do tempo é vital para a precisão do posicionamento por satélites, já que os receptores em solo definem suas posições pela medida e comparação do tempo que leva para os sinais dos diversos satélites serem recebidos. Um erro de 1 nanosegundo na medida de tempo corresponde a um erro em posicionamento de 30 centímetros.
Os relógios precisam estar em perfeita sincronia, para que o sistema possa definir a posição de um usuário com precisão. O satélite de testes anterior, Giove-A, tinha um par de relógios atômicos com precisão de 10 nanosegundos.
Quando o sistema de navegação Galileo entrar oficialmente em operação, cada um dos seus 30 satélites vai carregar dois relógios atômicos com precisão de 1 nanosegundo (maser passivos de hidrogênio PHM), para a manutenção primária do tempo, e dois relógios menos precisos, de 10 nanosegundos, como reserva (relógios de rubídio).
O Giove-B também incorpora a carga útil para monitoração da radiação, com o objetivo de caracterizar o ambiente espacial na altitude da constelação do Galileo, assim como retro-reflectores laser para permitir a determinação da órbita com alta precisão, através de medidas com laser.
Os próximos satélites agendados para lançamento, em 2010, serão os quatro primeiros da constelação do Galileo.





